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Cultura | 24/9/2009 18h19  
Revista Fotográfica traz fotos amadoras antigas de São Vicente  

 

Quem tem menos de 70 anos e olha hoje para a Ilha Porchat pode não acreditar, mas um dia toda aquela região repleta de prédios imponentes era composta apenas pela vegetação nativa de mata atlântica. Para quem tem esta mesma idade e passeia pelas avenidas Embaixador Pedro de Toledo e Antônio Rodrigues, na orla do Gonzaguinha, não deve sequer pensar que ali já existiram pequenos e humildes casebres. Já os que passam diariamente pela agitada Rua Frei Gaspar, nas proximidades do Paço Municipal, não imagina que, há menos de cem anos, charretes e bondinhos eram os únicos veículos a utilizar a via.

Todos estes fatos que compõem a memória de São Vicente foram registrados por pessoas comuns. Estas cenas da história vicentina que, por diversos motivos, acabou se perdendo com o passar dos anos. Como parte de um grande trabalho de resgate destes registros, nesta sexta-feira (25/09) o Centro de Documentação e Memória (Cedom) inaugura, às 19 horas, a exposição de fotos antigas de São Vicente e, em paralelo também realiza o lançamento da revista Memorial Fotográfico de São Vicente, na Casa Martim Afonso (Praça 22 de Janeiro, 469 – Centro), com entrada gratuita.

A publicação foi idealizada pelo coordenador do Cedom, o historiador Marcos Braga e pelo publicitário Osvan Luís de Mello. São 24 páginas com imagens de vários lugares da Cidade entre os anos de 1903 a 1940. E o melhor: todas com a magia da foto preto e branco, acompanhadas de poemas sobre a cidade “Quando tiradas, elas tinham uma visão interessante turisticamente à época, além de mostrar as regiões em desenvolvimento”, explica Braga.

A ideia de se criar a revista surgiu do gosto do publicitário por fotos antigas e da ajuda do historiador Marcos Braga. “Sempre fui envolvido com estes serviços, tanto que fui um dos colaboradores da Polianteia Vicentina. Gosto de São Vicente, por isso tenho motivos de sobra para desenvolver este serviço”. A publicação foi financiada com a ajuda dos comerciantes vicentinos e não será cobrada. “Nós daremos a revista em troca de um quilo de alimento não perecível, exceto sal e açúcar, que serão doados ao Fundo Social de Solidariedade”.

O historiador ressalta ainda o valor deste trabalho histórico. “São Vicente perdeu praticamente todo o patrimônio arquitetônico. Este resgate fotográfico é uma maneira importante de conhecer tudo o que havia no Município antigamente”. Ele diz ainda que a colaboração dos moradores é fundamental. “Se a pessoa tem uma foto antiga, de família, por exemplo, pode trazer até o Cedom que nós copiamos e devolvemos. Quanto maior o nosso acervo, melhor”.

A exposição tem 22 banners de 90 X 120 cm, com uma foto e um poema. A mostra ficará por dois meses na Casa Martim Afonso e logo após passará por diversos pontos de São Vicente. O local funciona de terça-feira a domingo, das 10 às 18 horas.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Prefeitura Municipal de São Vicente

 

   
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