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27/07/2012
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O PSB e Ciro
O PSB e Ciro

Nesta semana, em Brasília, na reunião da Executiva Nacional do PSB, vinte um diretórios estaduais decidiram por aliança nas eleições presidenciais e 6 diretórios estaduais pela candidatura Ciro Gomes. Alguns consideram um erro tático do PSB, outros culpam o partido pelo enfraquecimento da candidatura Ciro e outros, inclusive, atacam o PSB de subserviente.

Na realidade, já em 1989, na primeira eleição direta para Presidente da República, após a ditadura militar, o PSB ajudou a organizar a “Frente Brasil Popular”, que lançou Lula a presidente e o senador do PSB José Paulo Bisol a vice-presidente. Esta aliança se repetiu em 1994, em 1998.
 
Em 2002, o PSB lançou candidatura própria no primeiro turno com o governador Garotinho, que obteve cerca de 18% dos votos. Lula, Serra e Ciro Gomes (PPS) foram os outros candidatos. No segundo turno, o PSB apoiou a candidatura Lula que foi vitoriosa. O PSB participou desde o início do governo Lula no comando do Ministério da Ciência e Tecnologia. Ciro Gomes era Ministro da Integração Nacional e membro do PPS. Após divergências com este partido Ciro veio para o PSB.
 
Em 2006, o PSB com Ciro manteve a aliança em torno da reeleição do presidente Lula e continuou participando do governo.
 
Do ponto de vista do militante é sempre bom ter candidato próprio. O chamado sistema de 2 turnos, em tese, favorece o lançamento de candidaturas próprias: no primeiro turno os partidos apresentam seus candidatos e projetos. No segundo turno formam-se as alianças entre os mais próximos.
 
Do ponto de vista da real política, a análise e avaliação do momento e da conjuntura política determinam a escolha mais correta.
 
No ano passado, o PSB dialogava com o presidente Lula se a tática melhor era um só candidato da base do governo ou duas candidaturas que poderiam levar a disputa para o segundo turno em condições mais vantajosas. O presidente Lula sempre defendeu a tese da polarização já no primeiro turno: “Nós contra eles”.
 
Qual a dificuldade da candidatura Ciro? Na medida que o presidente Lula apresentou Dilma como sua candidata, num quadro político de boas perspectivas da economia, alta aprovação popular de seu governo, aprovação pessoal de seu desempenho acima de 80%, as pesquisas apontando que o povo prefere continuidade e não mudança, Dilma foi subindo e Ciro foi caindo. Não era o candidato de Lula nem da oposição.
 
A dificuldade da candidatura Ciro foi de posicionar a sua candidatura neste quadro político. Ou seja, como dentro do campo de forças do presidente Lula ser uma alternativa melhor do que a candidata apontada pelo presidente Lula como a sua candidata, para continuar o seu projeto de governo.
 
Embora Ciro tenha usado o tempo de rádio e televisão do PSB em 2009 e 2010 foi perdendo forças e se isolando. 
Só os fatos vão mostrar se a escolha de Executiva Nacional vai trazer maior crescimento para o PSB em número de deputados, senadores e governadores. É o que o partido espera.      
 
Mário Luiz Guide é professor universitário, formado em Filosofia pela USP e em Direito pela Unifieo, com doutorado na USP em Ciências Políticas. É vereador em Osasco e Secretário Geral do PSB no Estado de São Paulo. E-mail: marioguide@camaraosasco.sp.gov.br  Site: www.marioluizguide.com.br 


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